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Conta-corrente: como transformá-la na aliada de seus investimentos

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Otimize o uso de sua conta e ainda lucre com ela.

Num momento em que o mercado financeiro brasileiro oferece cada vez menos oportunidades interessantes na renda fixa, qualquer despesa financeira que possuímos passa a pesar cada vez mais no orçamento mensal. São muitos os custos bancários que acabam transformando nossas contas bancárias em verdadeiras máquinas de fazer dinheiro… para o banco. Não bastasse as tarifas de mensalidade e anuidades de cartões, entre outras despesas, agora os bancos também estão autorizados a cobrar uma tarifa de limite de cheque especial, mesmo que você não utilize o serviço.

Isso mostra o quanto temos que ficar cada vez mais atentos a todos os custos embutidos em nossa conta e se efetivamente utilizamos todos os serviços inclusos nas tarifas cobradas. É muito comum as pessoas pagarem por serviços que acabam não utilizando ao longo do mês. Com isso em mente, segue uma lista de sugestões para que você otimize o uso de sua conta, e ainda consiga rentabilizar o seu dinheiro com ela.

 

  • Serviços básicos a custo zero: Existe uma norma do Banco Central que obriga todos os bancos a oferecer um pacote essencial gratuito a todos os clientes. Infelizmente a maioria não divulga esta informação, já que a intenção de qualquer banco tradicional é cobrar por qualquer serviço ofertado. Assim, verifique se você utiliza realmente todos os serviços disponíveis na mensalidade que você paga. Se for o caso, solicite uma redução de plano ou até mesmo migre para o pacote essencial a custo zero. Clique aqui para entrar no site do BACEN (Banco Central do Brasil) e ver quais são os serviços que devem ser oferecidos gratuitamente aos clientes.

 

  • A nova tarifa do cheque especial: uma nova resolução do BACEN do início deste ano autorizou os bancos a cobrarem uma taxa pela disponibilização do cheque especial, mesmo que o cliente não o utilize. Essa nova regra vale para limites acima de R$ 500,00, a uma taxa de 0,25% ao mês no que exceder este valor. Para exemplificar, se você possuir um limite no cheque especial de R$ 5.000,00, o banco poderá cobrar a taxa mencionada sobre o valor de R$ 4.500,00 ao mês. Isso daria R$ 11,25, valor este que seria descontado em caso de utilização do limite. A nova regra também impõe um teto de 8% ao mês na taxa de juros do cheque especial. Assim, mesmo com os bancos não cobrando essa tarifa num primeiro momento, será importante o cliente verificar a real necessidade de possuir o limite de cheque especial para, mais uma vez, não acabar pagando por um serviço não demandado.

 

  • Troque de vez o papel pelo virtual: a utilização dos meios eletrônicos para transações financeiras não para de crescer. Uma pesquisa feita pela FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) em relação ao ano de 2018 mostrou que pelo menos 60% das transações bancárias no país acontecem via algum canal digital, 16% via POS (pontos de venda no comércio) e somente 24% ainda são feitas em canais físicos. Dessa maneira, é muito provável que a maioria das pessoas lendo este texto já utiliza algum meio eletrônico para fazer o pagamento de suas contas de consumo. Mas é igualmente provável que muitas dessas pessoas ainda recebam estas contas pelos Correios no formato de papel. E também não deve ser de conhecimento desse público que os bancos, geralmente, cobram tarifas para a emissão dessas contas. Portanto, cancele a emissão de contas de consumo por papel e escolha recebê-las apenas virtualmente. Além da economia, ainda podemos ajudar o meio ambiente.

 

  • Troque taxas por investimentos: Já é de conhecimento geral que nem sempre os investimentos oferecidos pelos gerentes de banco são boas alternativas. Cheios de taxas mais caras que de muitos concorrentes independentes, muitos desses produtos financeiros acabam levando a maior parte da rentabilidade dos investidores. Todavia, o brasileiro mais conservador continua preferindo investir nos bancos onde possui conta por questão de comodidade e “segurança”. Assim, se você é uma dessas pessoas, seu dever é pelo menos negociar as tarifas bancárias com seu gerente, algo muito comum com clientes que mantêm suas economias investidas nos grandes bancos. Caso encontre negativas por parte do gerente, o ideal é migrar os investimentos para outros lugares. Quem sabe isso não seja a melhor coisa que acabará fazendo por suas finanças?

 

  • Opte pelas contas digitais: cada vez mais comuns no Brasil, os bancos digitais vêm ganhando espaço justamente pela sua filosofia de baixo custo para os correntistas. Na nova era de empresas exclusivamente online, estes bancos oferecem serviços para um público que vai cada vez menos nas agências resolver suas questões financeiras. Essa ausência de estrutura física de atendimento propicia que estes bancos ofereçam tarifas muito baixas ou inexistentes. Soma-se a isso a oferta de cartões de crédito sem anuidade e contas correntes com rentabilidades oferecidas de 100% do CDI, o correntista desses bancos passa a ter algumas preocupações a menos com gastos ao longo do mês. Dessa maneira, fica possível otimizar o uso de um dinheiro que provavelmente ficaria parado no banco ou, no máximo, colocado na poupança. Procure as alternativas disponíveis no país e veja qual se encaixa melhor no seu perfil.

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