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Panorama do Coronavírus e a economia global

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O Coronavírus deixou de ser ameaça e passou a ser considerado uma pandemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Há cerca de 10 anos o mundo não enfrentava uma pandemia como essa. O que dificulta a solução de problemas como esse é que as mutações genéticas dificultam a criação de vacinas e remédios que agem definitivamente.

O Covid-19 já chegou em mais de 110 países, deixando 114.979 mortos e mais de 1.859.011 pessoas infectadas no mundo. Apesar dos números, aparentemente alarmantes, já passamos por situações piores quando se trata de pandemias.

 

Você já ouviu falar de outras doenças como essa?

 

  • 1918/1919 – Gripe Espanhola

Conhecida como a mãe de todas as pandemias, a Gripe Espanhola teve seus primeiros casos popularizados nos Estados Unidos, entre os soldados americanos. Matou cerca de 100 Milhões de pessoas pelo mundo, até 1919.

 

  • 1957 – Gripe Asiática

Com início na China, chegou aos Estados Unidos e Europa. Atingiu principalmente idosos.

 

  • 1968/1969 – Gripe de Hong Kong

A terceira pandemia do século XX, conhecida como H3N2. A doença começou a ser transmitida por aves e acredita-se ser uma evolução da Gripe Asiática.

 

  • 2009 – Gripe Suína

A H1N1 foi a pandemia mais recente com o primeiro caso no México. O vírus veio do porco e também das aves. Há registros de 187 países, totalizando em torno 300 mil pessoas mortas.

 

Mês de março marcado pelo circuit breaker

Iniciamos a terceira semana de março com mais uma queda da B3 e o último Circuit Breaker na quarta-feira (18), chegando a 6 vezes em que as negociações foram interrompidas em 8 pregões. Desde o dia 09/03/2020, a Pandemia do Coronavírus tem influenciado diretamente a economia brasileira e principalmente o desempenho da bolsa de valores. No mundo, a epidemia começou em meados de dezembro de 2019, mais especificamente na China.

Não afetando apenas a bolsa de valores, mas também milhares de empresas e até pequenos comerciantes, a doença preocupa autoridades mundiais que estão trabalhando para conter ou minimizar os efeitos da doença que possui fácil transmissão e contágio.

 

Covid-19 e a economia

A China é uma das maiores economias do mundo. Por isso, qualquer movimento, seja positivo ou negativo, possui influência nas demais potências econômicas mundiais.

No mês de fevereiro, a bolsa da China teve a maior queda em 5 anos. Logo em seguida, as bolsas dos Estados Unidos e Europa também registraram queda. A B3 teve uma queda acentuada no dia 26/02.

A OCDE – Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico – reduziu sua projeção de crescimento global de 2,9% para 2,4%.

O Covid-19 teve impacto direto na economia chinesa, prejudicando a produção das grandes e pequenas empresas e reduzindo seu poder de exportação, já que a China é um dos países com grande exportação de produtos, principalmente nos setores de tecnologia, maquinário e têxtil.

Mais de 16 cidades chinesas já estavam em estado de quarentena no início do mês de fevereiro, o que surtiu efeito positivo na contenção do vírus. Atualmente, o isolamento já foi flexibilizado mas o país ainda está em estado de alerta.

 

EUA em Estado de Alerta

Os Estados Unidos é o país com maior número de mortos, registrando 1.924 mortes em 24 horas, um total de 530 mil casos e 20,6 mil mortes. É um momento que interfere não só na economia mas também causa uma crise na saúde, com hospitais lotados e a equipe médica sofre para atender a demanda de casos que, infelizmente, ainda não diminuiu.

 

A queda da bolsa de valores

Uma doença que se espalha rapidamente pelo mundo, e com alto poder de transmissão, gera um cenário de incertezas e instabilidade não só na economia, mas também na saúde, educação, nos governos etc. Esses cenários contribuem para uma especulação pessimista, e assim os números começam a cair.

Empresas multinacionais que dependem da China para produzir acabam ficando desvalorizadas, o que justifica a queda da bolsa nos EUA e Europa. Com o registro do primeiro caso brasileiro, a queda da bolsa brasileira foi inevitável. Em 26 de fevereiro, registrou-se o pior desempenho desde 2017 – a bolsa fechava em 7%.

Entre os segmentos que sofreram com essa queda, as empresas de aviação estão entre as primeiras, influenciadas não só pela pandemia no setor de viagens, como também pela alta do dólar. Além delas, com o decreto de fechamento de estabelecimentos comerciais em diversos estados do país, alguns FIIs já estão sofrendo com a desvalorização das cotas.

O real impacto do Covid-19 só será sentido em torno de alguns meses, através da divulgação dos resultados oficiais dos países. Por hora, além de seguir as orientações da Organização Mundial de Saúde, o investidor precisa ter cautela e não agir sob pressão e nem desespero, avaliar com calma seus investimentos e pensar que essa será mais uma fase a se passar.

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