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Fundos Imobiliários: uma boa alternativa de renda variável

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Já se imaginou sendo proprietário de um shopping center ou hospital? Investir em fundos imobiliários nunca foi tão fácil.

Existe uma parcela considerável da população que usa o investimento imobiliário como uma fonte de renda principal ou secundária. Seja comprando imóveis ainda em fase de lançamento ou conseguindo algumas barganhas no mercado, este investidor geralmente se depara com duas opções. A primeira é revender o imóvel tentando buscar uma valorização, gerando, dessa forma, ganho de capital. A segunda alternativa comum é disponibilizar o imóvel para locação, buscando uma renda mensal que remunere a longo prazo o capital investido.

Ambas as alternativas se provaram, ao longo da história, como ótimas fontes de investimento, principalmente quando a aquisição do imóvel é feita em momentos oportunos. E o que seriam esses momentos? São aquelas situações específicas quando o mercado imobiliário está em baixa, geralmente em razão de um ciclo econômico desfavorável. De qualquer maneira, apesar da possibilidade de ser uma boa fonte de renda, o investimento imobiliário possui uma série de fatores limitantes.

A primeira, e a mais lógica, é o valor. Este é um tipo de investimento que, mesmo quando feito no “modo barganha”, normalmente exige um maior aporte de capital. Seja para a compra de uma casa, um apartamento ou um imóvel comercial, dificilmente o investidor irá desembolsar menos de R$ 100 mil. Além do mais, o fato de ser um tipo de investimento que pode ficar “imobilizado” e gerando custos por muito tempo acaba afastando a maioria das pessoas, seja pelo risco ou pela falta de condições financeiras.

Dessa maneira, os FIIs – Fundos de Investimento Imobiliário – surgem como excelente alternativa para todas as pessoas que querem investir em imóveis. Mas o que são esses fundos?

Os FIIs são grupos de investidores com o objetivo de aplicar seus recursos em empreendimentos imobiliários, seja para imóveis já prontos, seja para o desenvolvimento de novos projetos. A finalidade poderá ser tanto comercial quanto residencial, além de os fundos poderem também aplicar seus recursos em títulos e ações de empresas do setor imobiliário. Quanto à captação de recursos, ela é feita por meio de venda de cotas aos investidores interessados.

Cada fundo possui seu regulamento interno, que vai determinar as políticas de investimento a serem seguidas. Assim, você encontrará fundos que geram renda através de arrendamento, locação e venda de imóveis. No caso de fundos que apliquem em valores mobiliários, segundo definição da Bolsa, “a renda se originará dos rendimentos distribuídos por esses ativos ou, ainda, pela diferença entre o seu preço de compra e de venda (ganho de capital)”. Dessa maneira, o investidor poderá ter participação em grandes empreendimentos imobiliários, como galpões industriais, shopping centers, hospitais, grandes condomínios de luxo etc.

Mas onde estão as vantagens para o pequeno investidor? Não é muito caro investir nisso tudo? É justamente nestas questões que os FIIs se destacam e permitem que qualquer tipo de investidor possa se aventurar nos empreendimentos imobiliários. Há muitos fundos com cotas a menos de R$ 100,00 – o que já elimina o fator alto investimento. Somando-se a isso, as cotas de FIIs são negociadas da mesma maneira que as ações (via home broker), o que simplifica ainda mais o processo.

R$ 100,00 – o que já elimina o fator alto investimento. Somando-se a isso, as cotas de FIIs são negociadas da mesma maneira que as ações (via home broker), o que simplifica ainda mais o processo.

Quanto à rentabilidade dos fundos, ela se dá de duas maneiras: por valorização das cotas e por recebimento de receitas recebidas pelos imóveis ou ativos. No primeiro caso, devemos levar em conta que se trata de renda variável. Ou seja, ao longo do tempo, se o fundo escolhido for de boa qualidade e bem gerido, a tendência é que a cota se valorize. Por outro lado, caso o fundo não seja bom ou o mercado esteja passando por um momento ruim, as cotas podem sofrer desvalorização. Por isso a importância do pensamento a longo prazo neste tipo de investimento.

No que diz respeito à segunda forma de rentabilidade, ela funciona como recebimento de aluguéis, entrado geralmente todos os meses em sua conta. Além do mais, estes recebimentos mensais possuem a vantagem de não incidência de IR para pessoas físicas. Dessa maneira, acabam se tornando uma ótima fonte de renda mensal.

Outro fator interessante dos FIIs é sua liquidez. Por ser um ativo negociado em bolsa, a quantidade de ofertas de compra e venda é significativa, o que facilita a negociação das cotas para o investidor.

Por fim, para escolher um bom FII, existem vários portais que disponibilizam informações sobre eles. Alguns que posso citar são o https://www.clubefii.com.br/ e https://fiis.com.br/.

Não perca mais tempo e estude sobre os FIIs, uma ótima alternativa de diversificar seus investimentos e fazer seu dinheiro trabalhar por você.

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