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Diversificação de investimentos: o que é e qual sua importância?

diversificação de investimentos

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Ao montar uma carteira de investimentos, não basta conhecer as características individuais dos ativos e valores mobiliários. Também é preciso considerar a relação entre eles. Logo, vale a pena pensar na diversificação de investimentos.

Por meio dela, você pode favorecer o desempenho do portfólio — diluindo riscos e aumentando o potencial de retorno do conjunto. Para isso, é interessante compreender como funciona a diversificação e como colocá-la em prática.

Neste artigo, você entenderá melhor a diversificação da carteira de investimentos e terá uma visão mais ampla do que essa estratégia pode oferecer. Confira!

O que é a diversificação de investimentos?

Por definição, diversificar envolve fazer uma composição com elementos que sejam diferentes entre si. No mercado financeiro, a diversificação é uma estratégia para a montagem e para o equilíbrio da carteira de investimentos.

Ela prevê a alocação dos recursos disponíveis em diferentes aplicações financeiras e ativos do mercado. Com isso, a intenção é criar uma distribuição variada, com investimentos que possam apresentar resultados distintos.

Como ela funciona?

Para que a carteira de investimentos seja realmente diversificada, é essencial conhecer o conceito de correlação e descorrelação. Na prática, esses termos servem para identificar como um determinado investimento se comporta em relação a outro.

Na renda fixa, por exemplo, investimentos atrelados à Selic e títulos pós-fixados atrelados ao Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) apresentam correlação positiva. Isso ocorre porque os dois índices caminham na mesma direção, então os resultados das aplicações são semelhantes.

Já o investimento em ouro costuma ter correlação negativa com as ações da bolsa de valores, por exemplo. Em muitos casos, quando a bolsa apresenta queda, a cotação do ouro sobe. E o contrário também acontece. Logo, há um comportamento oposto entre eles.

Existe, ainda, a descorrelação — que acontece quando dois investimentos não apresentam uma relação clara entre si. É o caso de títulos públicos e de ações da bolsa de valores. Como são afetados por fatores diferentes, não há um padrão de comportamento entre eles.

A intenção da diversificação é, justamente, encontrar investimentos descorrelacionados e, em menor escala, com correlação negativa. Isso pode ser feito aportando em tipos de investimento diferentes e em classes distintas.

A diversificação também pode ser feita em relação aos prazos, escolhendo investimentos de curto, médio e longo prazo. Há, ainda, a diversificação de setores — por exemplo, ao investir em ações de segmentos econômicos diferentes.

Para que serve a diversificação de investimentos?

Além de entender o funcionamento da diversificação, vale saber que ela tem um objetivo claro: evitar a concentração de carteira. Sem adotar essa estratégia, você corre o risco de ter todo seu dinheiro atrelado a uma alternativa de investimento.

Nesse caso, qualquer perda gerada pelo ativo ou veículo pode afetar intensamente seus resultados. Com a diversificação, por outro lado, a queda de uma alternativa afetará apenas uma parcela da sua carteira. Afinal, a outra parte estará em ativos que não se comportam da mesma maneira.

Por que a diversificação do portfólio é importante?

Agora você já sabe que a diversificação é útil para impedir a concentração de investimentos. Então a importância da estratégia está em diluir os riscos do portfólio. Isso acontece porque, diante da diversificação, há uma redução dos riscos gerais.

Como vimos, as mudanças e potenciais perdas de um investimento afetam apenas uma parte do portfólio diversificado — e não ele por completo. Com isso, você consegue proteger melhor seu patrimônio.

Além disso, a diversificação pode ser uma forma de potencializar os ganhos. Afinal, você pode compensar as perdas de um investimento com os ganhos de outro, por exemplo. Assim, tende a haver um melhor aproveitamento das alternativas disponíveis no mercado financeiro.

Como diversificar sua carteira de investimentos?

Sabendo da importância da diversificação, é preciso entender como colocá-la em prática. Nesse contexto, vale notar que não existe uma receita universal e que funcione para todos, já que cada investidor é único.

Descubra a seguir os passos para fazer a diversificação de investimentos!

Identifique seu perfil de investidor

O primeiro passo é compreender qual é o seu nível de tolerância ao risco, por meio do perfil de investidor. Entre as opções, você pode ser classificado como conservador, moderado ou arrojado — e isso faz a diferença para entender as melhores opções de diversificação.

Investidores moderados e arrojados, por exemplo, têm maior abertura ao risco. Contudo, eles podem usar aplicações financeiras de renda fixa para reduzir a concentração do portfólio, diversificando as condições da carteira.

Os investidores conservadores também não precisam concentrar o investimento em um ou poucos títulos. É possível buscar alternativas um pouco mais arriscadas na renda fixa ou mesmo investir uma pequena parte na renda variável. A decisão depende do seu apetite ao risco.

Considere seus objetivos financeiros

Também é essencial pensar em seus objetivos financeiros, especialmente para fazer a diversificação em termos de prazos. Os investimentos de curto prazo devem ser mais seguros e líquidos para atender a necessidades específicas, como a reserva de emergência.

Já para os seus objetivos de longo prazo, é viável escolher investimentos mais arriscados, como aqueles disponíveis na bolsa de valores. Isso porque o período maior de investimento ajuda a diluir os riscos. Mas considere se você tem um perfil tolerante o bastante para esse tipo de investimento.

Selecione investimentos descorrelacionados

Neste conteúdo você viu que, para equilibrar a carteira, é essencial focar em investimentos descorrelacionados. Para isso, pode-se fazer a chamada asset allocation — definindo porcentagens para os investimentos da carteira.

Você pode investir uma parte em renda fixa e outra em renda variável, por exemplo. Em cada classe, também é possível aportar em investimentos diferentes. Considere a renda variável: há a possibilidade de escolher ações e fundos e, entre as ações, papéis de diferentes setores.

A seleção com base na descorrelação também ajuda a evitar a pulverização ou falsa diversificação. Ela ocorre quando você investe apenas em títulos de renda fixa com a mesma lógica de rentabilidade ou em ações de empresas diferentes, mas do mesmo segmento, por exemplo.

Logo, não basta ter uma grande quantidade de investimentos — é preciso que eles se comportem de maneira diferente. Quanto maior for a variedade de investimentos descorrelacionados, maior tende a ser o grau de diversificação da sua carteira.

Acompanhe a carteira de modo contínuo

Por fim, após montar o portfólio diversificado, é importante acompanhá-lo para entender suas modificações e os resultados obtidos. Desse modo, você verá como ocorre uma possível compensação de perdas e poderá avaliar se a diversificação está adequada para os seus objetivos.

A partir do acompanhamento da carteira, também fica mais fácil identificar o momento de mudar suas escolhas ou de realizar novamente a diversificação (nesse caso, o rebalanceamento). Assim, você pode manter sua estratégia ou modificá-la ao longo do tempo.

Como você viu, a diversificação de investimentos é uma estratégia essencial para diluir o risco e até mesmo aumentar o potencial de ganhos da sua carteira. Com a escolha de alternativas descorrelacionadas, seu portfólio pode ser favorecido.

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