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Investimento em CDB: quais as perspectivas desses títulos?

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Quais são as perspectivas para investimentos em CDB? As condições da economia costumam interferir, direta ou indiretamente, no mercado financeiro. Quando o assunto é a renda fixa, o CDB é um exemplo de investimento que pode ser afetado por mudanças nos juros, na inflação e nas perspectivas gerais.

Porém, para entender esses efeitos, é necessário saber como o título funciona. Dessa forma, você poderá analisar se ele faz sentido para a sua estratégia, além de avaliar impactos da situação econômica atual nos resultados que a aplicação oferece.

Na sequência, conheça mais sobre o investimento em CDB e descubra como ele se comporta diante das condições do mercado!

 

O que é o CDB?

Sigla para certificado de depósito bancário, o CDB é um investimento de renda fixa emitido por instituições financeiras, como os bancos. Ele serve para captar recursos, que são usados nas atividades bancárias, como empréstimos e financiamentos.

Em troca, a instituição que recebe o dinheiro se compromete a devolver o valor aplicado mais juros, que servem como a remuneração pela disponibilização de recursos.

 

Como funcionam esses títulos?

Além de saber que o CDB é um investimento em renda fixa, vale a pena entender quais são as características específicas desse título.

Por isso, veja como ele funciona e confira o que é relevante sobre essa alternativa!

 

Rentabilidade

O rendimento do CDB pode ocorrer de três modos, como acontece com outras aplicações de renda fixa. Veja quais são os tipos de CDB:

  • CDB prefixado: rende conforme uma taxa fixa que é definida previamente, antes do investimento;
  • CDB pós-fixado: tem retorno atrelado a um indicador, como o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) e, geralmente, a rentabilidade é dada em porcentagem (90% do CDI, por exemplo);
  • CDB híbrido: tem retorno composto por taxa prefixada mais a variação de um indicador, que costuma ser o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em geral, a rentabilidade oferecida depende do nível de risco do emissor e, como você verá adiante, das condições econômicas e perspectivas para o futuro.

 

Liquidez

A liquidez de um investimento indica a facilidade ou rapidez com a qual ele pode ser convertido em dinheiro. Normalmente, uma liquidez maior diminui os riscos, pois favorece a disponibilidade e o acesso aos recursos.

No caso do CDB, é possível encontrar alternativas com diferentes características nesse sentido — como o CDB de liquidez diária. Assim, você pode resgatá-lo quando desejar, com pagamento em até um dia útil.

Porém, também existem CDBs com menos liquidez, como aqueles que têm um período mínimo no qual o investimento deve ser mantido. Nesse caso, é preciso encontrar um investidor interessado em comprar o título, caso você queira vender antes do prazo.

 

Segurança

Em relação à segurança, todos os CDBs são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa é uma entidade privada que paga a investidores no caso de ocorrer a falência do emissor dos títulos cobertos.

Com essa cobertura, o risco de crédito se torna menor. Contudo, convém observar os limites. O teto é de R$ 250 mil por CPF e instituição financeira, com um limite global de R$ 1 milhão, que é renovado a cada 4 anos.

 

Tributação

Outro ponto importante para conhecer sobre o investimento em CDB é a tributação de Imposto de Renda (IR). A cobrança é feita pela tabela regressiva, o que significa que aplicações por períodos maiores ajudam a reduzir a alíquota incidente.

Veja as alíquotas:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

A cobrança é feita apenas sobre a rentabilidade e o desconto ocorre diretamente na fonte. Então o que você recebe no resgate já é o valor líquido e livre de impostos.

 

Como o cenário macroeconômico afeta essa opção de investimento?

Agora que você entende o funcionamento geral do CDB, é interessante conhecer como essa aplicação pode ser afetada pelas condições macroeconômicas. Um dos principais impactos é causado pela Selic, que é a taxa básica de juros da economia.

Quando a Selic está em alta, a tendência é que a renda fixa se torne mais atraente como um todo. Afinal, é possível ter mais rendimento com riscos menores. No geral, todos os títulos têm o rendimento incrementado quando a Selic aumenta — e o contrário também é verdadeiro.

Porém, é preciso ter atenção a outra característica: a inflação. Como a Selic costuma ser usada para controlar o avanço inflacionário, uma taxa de juros alta pode ser reflexo de uma inflação elevada. Com isso, é necessário entender se o rendimento do investimento supera a inflação.

Para tanto, você deve descontar a inflação da rentabilidade para encontrar o retorno real do investimento. Assim, é possível saber quanto o seu patrimônio evolui, efetivamente, acima da perda do poder de compra.

 

Vale a pena investir em CDB?

Com base nessas informações, você pode definir se é interessante investir em CDB. A decisão é pessoal e deve começar pela análise do seu perfil de investidor e dos seus objetivos financeiros.

Se a sua intenção for investir a reserva de emergência, por exemplo, pode fazer mais sentido contar com um CDB de liquidez diária. Já se quiser construir patrimônio, uma alternativa de longo prazo pode ser uma boa escolha.

No geral, o CDB é um investimento compatível com todos os tipos de investidor e com diferentes estratégias. Afinal, ele apresenta segurança. Logo, o foco deve estar em analisar as condições e encontrar o título mais adequado para seus objetivos.

 

Como investir em CDB?

Caso decida fazer o investimento em CDB, você deve começar pela abertura de uma conta em um banco de investimentos. É na plataforma da instituição financeira em que são negociados os títulos desse tipo, em distintas versões.

Com acesso às opções disponibilizadas, avalie as informações de cada título e encontre aquele que for mais adequado para sua estratégia. Depois, basta fazer a transferência de recursos e aplicação para aproveitar os resultados.

Agora você conhece o investimento em CDB e a maneira como ele funciona. Também foi possível entender os impactos da macroeconomia e as perspectivas para o título — que pode render mais em cenários de Selic em alta. Então considere esse conhecimento na sua tomada de decisão!

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